Faz hoje vinte anos que vivi um dos dias mais felizes da minha vida.
Tenho alguma comichão quando me perguntam qual foi o dia mais feliz da minha vida. Como se uma existência inteira pudesse resumir-se a um único momento! Felizmente, tenho muitos dias felizes para recordar. Mas há um que ocupa um lugar absolutamente especial: 21 de outubro de 2006.
Foi nesse dia que, para usar uma expressão fria e burocrática, formalizei um contrato com a mulher que amo. Um contrato para a vida, que representou simultaneamente o ponto de chegada de um sonho antigo e o ponto de partida para o mais extraordinário projeto da minha existência.
Vinte anos depois, esse projeto tem quatro protagonistas. Éramos dois, passámos a três e depois a quatro. E hoje olho para os nossos dois filhos, já a tornarem-se homens, com um orgulho difícil de traduzir em palavras. São, juntamente com a mãe, o melhor que a vida me deu.
Não foram vinte anos sem dificuldades, contrariedades ou preocupações. Mas foram vinte anos com a certeza de que, acontecesse o que acontecesse, tínhamos alguém ao nosso lado. Alguém com quem partilhar as alegrias, enfrentar os problemas e continuar a olhar em frente.
Hoje, dou graças a Deus por ter colocado esta mulher no meu caminho. Pela família que construímos, pelos filhos que nos confiou e por este amor que, vinte anos depois, continua a dar sentido à minha vida.
Sinto-me um homem afortunado. Porque amar não é apenas escolher alguém num determinado dia. É continuar a escolher essa mesma pessoa todos os dias, mesmo depois de conhecermos todas as suas imperfeições. E ela as nossas, que também não são poucas!
Há vinte anos prometi amá-la até ao fim dos meus dias. E, vinte anos depois, continuo a querer cumprir essa promessa.
Este nosso projeto está longe de estar concluído. Continua em construção, como todas as coisas verdadeiramente importantes da vida.
E eu continuo apaixonado por este projeto construído a dois. Mas, acima de tudo, continuo apaixonado pela mulher que comigo o constrói, todos os dias.
Obrigado por estes vinte anos, ‘mor. Que venham muitos mais. Porque, contas feitas, acho que ainda agora começámos!